Literatura

Fábulas de La Fontaine

Fábulas - La Fontaine (Ed. Martin Claret)

Tudo começou quando fui conferir minha lista postada para o DL_2011 e percebi que estava lendo o fabulista errado: Esopo, ao invés de La Fontaine (já comentei isso antes, pode ver aqui). Após deparar me com esse impasse, pensei então em deixar  (Jean de) La Fontaine de lado, MAS resolvi antes dar uma fuçada na net, a fim de encontrar um ebook, o que seria mais rápido, enquanto isso, estava devorando os Contos de Grimm… Consegui encontrar uma versão desse livro (capa ao lado) online, e comecei a deliciar me com a leitura. A impressão que tive das fábulas na versão de La Fontaine, foi: “já vi isso antes”. Pois sim, como li Esopo antes, a impressão que tive era de continuar com Esopo, mas em versão poética. Essa impressão foi ficando e já pelo meio do livro, La Fontaine começa a impor seu estilo, tal como um aprendiz que tenta superar o mestre, La Fontaine começa a trabalhar melhor com as palavras, ficando algumas das fábulas até mais difíceis de entender… (fica um pouco complicado ler a uma criança de 5 anos, pois a todo momento há interrupções do estilo “o que é isso?”).

A sonoridade de algumas das fábulas, acaba pedindo que você as repita em voz alta, ou pelo menos imagine um sarau, uma roda de leituras, ou algo do tipo. Você sente a necessidade de compartilhar, falar alto… por isso não recomendo ler no ônibus, creio que algumas pessoas no ônibus, quando veem uma pessoa lendo entretida a considerem maluca, imagine se essa mesma pessoa começar a recitar!? 😀

Entre várias das fábulas que gostei, quase todas com ilustrações, gostei dessa, em que ele admite ser fanático por Esopo, de uma maneira super tranquila:

Mais de um exemplo
Do sábio Esopo
Conspira em prova
Do nosso escopo.

O que em meus versos
Agora cito
Foi noutros termos
Por ele escrito.

Com esse trecho, ele resume praticamente  todas as fábulas ao longo do livro. Sua tradução foi feita por diversos escritores, entre eles, nosso Machado de Assis, assim como as gravuras. A edição que li, é simples, um ebook de uma edição de bolso.

Ah, já ia me esquecendo, algo que chamou minha atenção, e que ajuda facilmente a distinguir os fabulistas. Enquanto Esopo utiliza os deuses gregos (base de sua criação), La Fontaine os substitui por seu “equivalente” romano.

Minha nota para a leitura, seria 4, mesmo porque não é meu estilo de leitura, estou mais para prosa, mas, para janeiro em um começo de ano leve, valeu a pena…

Beijos encantados

F

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.

  • As fábulas fazem parte do imaginário infantil. Parabéns pela escolha.
    Excelente resenha.

    Abs, Rê

  • Que resenha convidativa! Muito boa mesma, dá para sentir o quanto a leitura lhe foi prazerosa. Dá gosto de ver.

    Beijocas

  • Ismaria Teles

    Bem lembrado as fábulas de La Fontaine não são de bom entendimento para crianças menores de 7anos! Mas trás todo um embasamento psicológico fundamental para sua formação!!!