Literatura

As Brumas de Avalon (livro 1 – A Senhora da Magia) de Marion Zimmer Braddley

A Senhora da Magia, de Marion Zimmer Bradley

Na saga As Brumas de Avalon, a lenda do Rei Arthur é contada através da visão feminina, com a narração de Morgana, sua meio-irmã.

No primeiro livro todo o cenário é montado, o leitor é situado numa Bretanha que luta contra a invasão saxônica, em que os homens deixam mulheres e crianças nos castelos e casas para defenderem suas terras. As tradições dos povos antigos são reveladas com simplicidade, assim como seus costumes, e também, o preconceito que começam a sofrer com a chegada dos cristãos. Engraçado, como toda invasão sempre tenta impor aos vencidos crenças e costumes novos. Nesse ponto, a autora não perdoa, e pega bem pesado, não gosto muito dessas briguinhas, parecem infantis em sem sentido, mas, não deixa de ter dado uma graça ao primeiro livro, cuja história é BEM parada. Prefiro a opinião inocente e respeitosa do Merlim, que mesmo sendo ‘atacado’, continua vendo as coisas por um prisma muito surreal.

Escolhi o livro, pois sempre ouvi falar, e pra variar, o filme não me satisfez, quando terminei de assisti fiquei com aquela cara de “isso foi o resultado de 4 livros?? Mil páginas??”. O filme, claro, deixa muito a desejar, somente pelos detalhes encontrados no primeiro livro percebe-se que muitas coisas ficaram para trás, deve ser medo, as pessoas ainda tem receiode impor-se e gritar por SEUS ideais, SUAS crenças pessoais, enfim, os livros existem para isso: gritar em silêncio.

A parte que aqui destaco, é apenas uma entre inúmeras que marquei, risquei, fiz orelha, srsrsrs… acho que com ela fica bem claro quando disse “pegou pesado, mas ficou divertido”:

“Meus padres não gostam que seus druidas sejam colocados em condições de igualdade com eles, mas digo-lhes que ambos servem aos Grandes que estão acima de nós, qualquer que seja o nome que lhes dêem. E a sabedoria é a sabedoria, qualquer que seja a forma pela qual se manisfesta. Por vezes, creio que os seus deuses escolhem para servi-los homens mais inteligentes do que nosso Deus – disse Ambrósio, sorrindo…”

Gostei da maneira como a autora apresenta os personagens, devagar, sem atropelos, fazendo com que cada parte ao final faça parte do todo, e ninguém precisa ficar louco com isso. Minha dificuldade foi com os nomes, lembrar quem é quem, com nomes tão parecidos (lembram nomes élficos, de Tolkien, por sinal), por exemplo, Gwain, Galahad, Gawaine….. A primeira parte é fechada com a coroação de Arthur e com a saída de Avalon de Morgana.

Nota 4.

Logo mais coloco minhas considerações sobre o volume 2, que estou finalizando…

Beijos

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.

  • Sobre o filme, minha visão antes e depois da leitura dos livros são bem diferentes. No filme falta quase tudo, mas gosto mais da postura da Igraine (mãe de Morgana) no filme do que do livro. Não lembro muito bem do primeiro livro em si, vou querer emprestado (risos). As brumas são aquele tipo de livro que mudam nossa postura em vista de certas coisas. Quanto a parte da invasão em que os cristãos tentam destruir os pagãos… estou lendo o Príncipe de Maquiavel e este é uma quesito básico para conquista e manutenção do poder. Louco isso…
    Bjos!

  • Houve uma época em que esse livro foi muito badalado…algo do tipo “O mundo tem que ler”…talvez por isso, eu tenha evitado lê-lo. Não sei porquê esse fenômeno acontece comigo…Harry Potter, por exemplo, nunca li.

    Ótima resenha!
    Beijocas