Literatura

As Brumas de Avalon (livro 3 – O Gamo Rei) de Marion Zimmer Braddley

O Gamo Rei, de Marion Zimmer Bradley

E agora,  o terceiro volume da série As Brumas de Avalon: O Gamo Rei.

Situações que estavam em banho maria nos dois volumes anteriores, são desenvolvidas, a história começa a tomar rumos e explicações, decisões do passado são esclarecidas. Na minha opinião, o terceiro volume é mais envolvente, prende a atenção, tanto que quando percebi, já havia acabado. E agora, que estou finalizando o quarto volume, posso dizer com segurança, que o terceiro supera todos…

A história desenrola-se de tal forma, que surpreende, até mesmo com relação aos personagens, que começam a mostrar-se um pouco mais complexos do que as simples ‘pinceladas’ que tiveram no início, tal como Lancelote e Arthur. Não imaginava os dois com tal perspectiva na história. Já Morgana, que estava apagada no segundo volume, volta a firmar-se no terceiro, parando de se esconder tanto, voltando a assumir-se. Estava ficando chata a atitude dela de reclamar sempre em segredo, e nunca fazer nada concreto, o terceiro volume, marca sua volta como sacerdotisa, exercendo e atuando como tal, mesmo que escondida, pois o preconceito religioso começa a crescer mais também.

Novamente, marquei vários trechos, e dessa vez, tive que eleger dois, dos quais quero lembrar-me por mais tempo:

“- Sem dúvida, você, como o Merlim, tem suas feitiçarias para saber o que acontecerá se eu confiar nele.

– Não é preciso feitiçaria para saber que um bandido é um bandido – atalhou, com indiferença. – Não é preciso nenhuma sabedoria sobrenatural para saber que não devo entregar minha bolsa ao bandido mais próximo.”

“E então uma lembrança de Avalon veio-lhe à mente, coisa que não acontecia há uma década; um dos druidas, que ensinava os preceitos secretos às jovens sacerdotisas, dissera: Se quiserem que a mensagem dos deuses dirija a sua vida, procurem aquilo que se repete muitas vezes, pois é isso que lhes transmitem, a lição cármica que devem aprender nesta encarnação. A mensagem repete-se até que a tenham transformado em parte de sua alma e do seu espírito duradouro.

O que tem me acontecido repetidas vezes…?”

Os dois trechos são clássicos e muito comuns mesmo em nosso dia-a-dia, sempre que uma pessoa encontra uma bruxa, sempre pede um feitiço ou uma adivinhação, não sabem que a Bruxaria é muito mais do que isso. E o outro caso, sempre ocorre a toda e qualquer pessoa, independente de sua crença, quando pára um pouco e resolve refletir sobre sua vida e tudo que vem fazendo até a atualidade. Ambas grandes situações de reflexão. Respeitar, ouvir, amar…

Morgana passa a impor-se com sabedoria, mas também mostra-se uma aprendiz, lembrando tempos antes de ser Sacerdotisa. Suas reflexões acabam sendo bem interessantes, até mesmo para um leigo. Mostra como as pessoas querem sempre ser respeitadas, seja na fé ou o que for, mas que sempre esquecem de que devem respeitar primeiro. Continuo querendo matar a rainha, que sempre aparece como uma fanática mimada, sem conteúdo algum.

Minha nota é 5, com louvor.

Beijos, e até o próximo…

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.

  • Indiscutivelmente é a série que abalou o DL. Agora existem personagens que dá vontade de esganar mesmo, ne?…rs

    Beijocas

  • Como a Gwen é chata!!! Pelos deuses! Sem dúvida o melhor da série. =)