Literatura

As Brumas de Avalon (livro 4 – O Prisioneiro da Árvore) de Marion Zimmer Braddley

O Prisioneiro da Árvore, de Marion Zimmer Bradley

Enfim, o quarto e último volume da série As Brumas de Avalon: O Prisioneiro da Árvore.

É o mais tenso, cansativo e enrolado da série. Tive momentos de decepção, poxa, tanto para chegar ali, mas também revelações que imaginei “caramba, como não pensei nisso também?”. Tive a impressão que todo o tempo, que não passou nos volumes anteriores, avançou com toda fúria. Há momentos em que passa-se tanto tempo na história, que fica difícil aceitar que seus “heróis” estão ficando velhos e cansados… Devo dizer que fiquei curiosa até mais da metade do livro, para saber quem seria o tal “prisioneiro da árvore”…

Marquei vários trechos, mas dessa vez, nem tão marcantes como nos primeiros, a leitura foi mais carregada, como disse anteriormente, o terceiro, na minha opinião, é de longe o melhor dos 4.

“Por um momento ela aconchegou-se a ele. Estava tão cansada, tão cansada de ser sempre forte, de fazer as coisas certas, quando era necessário! Mas ele jamais deveria suspeitar de sua fraqueza!”

“Não, pensou Nimue, não acredito que os grandes iluminados, como Cristo, retornem mais de uma vez e que, depois de muitas vidas passadas adquirindo sabedoria então partam para sempre na eternidade; mas creio que os divinos enviarão outros grandes mestres para pregarem a verdade a humanidade e que a humanidade sempre os receberá com cruz, fogo e pedras.”

Acho que essa overdose de Brumas de Avalon já bastaram para o ano todo, ler tudo em um mês realmente foi um desafio e tanto, e, a situação ficou tão complexa, que consigo fechar os olhos e ver algumas cenas, inéditas ou não, como se tivesse dado vida aos personagens esquecidos. Uma coisa é certa, todos tem uma lenda arturiana para contar, cada qual com a sua verdade. Acredito que a Marion tenha conseguido colocar vida, detalhando cenários, roupas e personalidades, mas sem tantos exageros, a ponto de deixar o leitor livre para imaginar seu próprio cenário. Achei incrível que a história tenha sido lançada em 1979, realmente um ato um tanto quanto corajoso e audacioso, dada a profundidade de sua história, e à maneira clara que criou toda a trama religiosa.

Minha nota é 3. Minha avaliação da obra como um todo (os 4 volumes), seria 5. Acho difícil, hoje encará-la como modismo, muitas pessoas tem curiosidade de ler, conhecer a história, mas hoje sei, o porque de tão poucos conseguirem terminá-la: preconceito.

Volto a repetir, todos querem ser respeitados, mas esquecem-se de respeitar.

Ufa, beijos, fui…

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.

  • Séries que se prolongam pode sofrer do efeito desgaste…isso me desanima um pouco. Parabéns por cumprir o desafio.

    Beijocas

  • Estou louca para ler esta série. Fiquei mais curiosa.