Literatura

O Símbolo Perdido de Dan Brown

O Símbolo Perdido, de Dan Brown

Escrever sobre uma obra de Dan Brown já é um desafio, pois a dificuldade de não contar um segredo da história é enorme! Vou tentar…

A leitura flui, não tão bem como em o Código da Vinci, talvez, porque naquela época eu não tinha tantas expectativas, mas posso dizer, que de modo geral, a história agradou, mas não a considero A melhor.

Dessa vez, Dan Brown resolve falar sobre a Francomaçonaria, o que me surpreendeu, já que TODOS os seus livros estão na lista negra do Vaticano, mas enfim, talvez ele tenha alguns parágrafos que sejam mal interpretado pelos preconceituosos, aliás, ele pareceu-me bem travado, como se estivesse medindo cada palavra de seu romance. Talvez isso tenha me decepcionado um pouco, lembro de outros que li dele, e que ele falava sem medo de ser feliz, e mostrava um Langdon mais apaixonado.

Agora, seguindo com o Símbolo Perdido, o script de pegar o mocinho sossegado em seu mundo pacífico, e jogá-lo no meio do tiroteio sem saber o por quê, fórmula usada nos romances anteriores, continua fazendo parte, o que para mim perdeu mais um ponto, poxa, o cara (Langdon) já é celebridade, por que tratá-lo de maneira medíocre, mas enfim.. Continuando com o mesmo roteiro de sucesso, temos um “responsável” pelo caso, que é a pessoa mais chata do Universo, e que dá uma mega vontade de entrar na história somente para matar essa pessoa da maneira mais dolorosa possível, mas, já lá pelo final, como esperado pelo roteiro, vemos essa pessoa incrivelmente chata ser uma peça importante para o sucesso da missão. Acho que esse detalhe do roteiro ficou meio exagerado, várias vezes parei a leitura com raiva dela, mas, esquecendo do roteiro, e tentando entrar nesse mundo paralelo que Dan Brown cria, conseguimos descobrir um fantástico roteiro turístico, e que dá uma super vontade de viajar, e claro, durante a leitura, o google acaba sendo um grande aliado, pois seu estilo de colocar obras misteriosas continua sendo seu grande trunfo.

Os trechos extraídos, não chegam a entregar a história, visto que apenas frisam o estilo de Dan Brown, da crítica ao ceticismo, mas com já disse, dessa vez não chegam nem de longe ao que ele já fez nas obras anteriores:

“Quer dizer, você criou um software que pode facilmente ser usado para fins escusos. Quem quer que o detenha possui acesso a informações poderosas que não estão disponíveis para todo mundo. Você não ficou preocupada ao criá-lo?

Trish sequer pestanejou.

– De jeito nenhum. O meu software não é diferente de, digamos, um simulador de voo. Alguns vão usá-lo como treino para missões aéreas de primeiros socorros em países subdesenvolvidos. Outros para aprender a jogar aviões de passageiros contra arranha-céus. O conhecimento é uma ferramenta e, como todas as ferramentas, seu impacto está nas mãos do usuário.”

“ Conhecimento é poder, e o conhecimento certo permite ao homem realizar tarefas milagrosas, quase divinas.”

“E os seus alunos não acham perturbador o fato de os maçons meditarem em meio a caveiras e foices? – perguntou Sato.

– Não mais perturbador do que cristãos rezando aos pés de um homem pregado na cruz, ou do que hindus entoando cânticos diante de um elefante de quatro braços chamado Ganesha. A má compreensão dos símbolos de uma cultura é uma fonte comum de preconceitos.”

“Quando você vir essas palavras cifradas nas Escrituras, preste atenção. Elas muitas vezes são sinais de um significado mais profundo escondido sob a superfície.”

Bem, não digo que adorei, mas também não desgostei, gostei da viagem, gostei do vilão, gostei da trama, só não é nada que já não tenha sido visto antes, diria que vale a pena ler, se você gosta de história, e dessa vez, a ênfase é para dos Estados Unidos e toda a simbologia de seus símbolos (Coisas que podem ser vistas em filmes como a Lenda do Tesouro, por exemplo).

Minha nota é 3.

Agora, é hora de aproveitar o feriado, e tirar o atraso.. o/

Fui…

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.

  • Eu li Fortaleza digital há um tempo atrás. Não gostei nem um pouco da escrita do autor. Parabéns por cumprir mais uma etapa de nosso desafio.

    Bjs