Literatura

O Restaurante no fim do Universo de Douglas Adams

O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams

Finalmente consegui sair do Restaurante no fim do Universo, e se contar que essa é a terceira vez que escrevo este texto, francamente, deve ser culpa da atualização do wp, mas deixa estar. A leitura foi longa, e o post acompanhou o mesmo ritmo! Bom, voltando ao assunto, desta vez, achei que fluiria melhor, a história começou com um pique diferente e parecia ter um objetivo, um começo, um meio, um fim… Claro que me enganei, o ritmo do primeiro livro volta a reinar, e a leitura passou a ser bem cansativa, mas como já havia começado, decidi que terminaria. Realmente, o humor dele não é algo que me agrada, talvez uns 40%, mas enfim, acho que desta vez encontrei mais trechos que me agradaram, se comparar ao volume anterior.

Buscando inspiração para finalizar a leitura, fiz várias pesquisas, até que ouvi um podcast que mudou um pouquinho minha visão. Uma das idéias/sugestões é que encaremos a coleção como uma fábula, e olha, se for pensar por esse angulo, não é que a coisa fica melhor!? O simples fato de enxergar o Guia como várias pequenas histórias deixou-o bem mais atraente.

Esse trecho é bem a minha cara:

“Resumindo: é um fato bem conhecido que todos os que querem governar as outras pessoas são, por isso mesmo, os menos indicados para isso. Resumindo o resumo: qualquer pessoa capaz de se tornar presidente não deveria, em hipótese alguma, ter permissão para exercer o cargo. Resumindo o resumo do resumo: as pessoas são um problema.”

“- Você acha que eles estão…

– Onde estão, como estão, não temos como saber e não podemos fazer nada a respeito. Faça como eu.

– Como?

– Não pense nisso.

Arthur revirou a idéia por alguns instantes, relutantemente viu a sabedoria que ela continha, pegou a idéia e a enterrou dentro de sua cabeça. Respirou profundamente.”

Ahhh, mas nem tudo está perdido, recomendo fortemente para quem tem problemas de insônia, pois nunca dormi tão pesado no fretado. 😀

Brincadeiras a parte, posso dizer que esse segundo volume é mais agradável que o anterior. Outra dica é não esperar por uma história com uma sequência definida, com continuidade, principalmente porque o Guia nasceu de um programa de rádio, e muito provável que tenha se baseado em fatos e situações daquela época e espaço, talvez por isso algumas piadas acabam ficando um pouco mortas. As vezes, para avaliar por completo uma obra, precisamos dar uma olhadinha para o momento que o autor estava passando.

Minha nota, é 2.

Ah, e quem sabe, talvez, um dia eu termine essa série, acho que vou dar um tempinho, talvez em outro momento eu goste mais. Apenas para frisar, faltam 3 volumes ainda.

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.