Literatura

Sétimo de André Vianco

Sétimo, de André Vianco

E lá volto eu com mais histórias de vampiros, e olha só, muito antes do que eu esperava! Não imaginei que Sétimo iria fluir tão bem. Adoro quando isso acontece! Vamos ao livro.

Já falei de livros do André Vianco aqui, nem faz muito tempo, e também comentei em Os Sete que a história termina, e se você não gostar, pode parar por ali mesmo, sem prejuízo algum. Eu continuei porque quiz. Vejamos, o Sétimo tem um início bem mais dinâmico que seu sucessor, mas a história continua independente, quem quiser começar lendo Sétimo (apesar de perder a introdução), consegue acompanhar a narrativa todinha. Tanto que acredito que essa situação seja bem comum, já que os títulos não são associados, somente quem leu o primeiro entende que Sétimo faz parte da trama, mesmo que em algum momento.

***Olha, se você não leu Os Sete, já aviso, vou precisar colocar alguns spoilers logo a seguir, então, se quiser parar por aqui ***

Sétimo é um dos 7 vampiros que foram libertos em os Sete, porém ele foi “acordado” apenas no finalzinho da história, apenas porque o mocinho prometeu a Miguel que iria libertá-lo. Sétimo é irmão de Miguel, o vampiro conhecido como Gentil, e como o próprio codinome diz, sentia-se culpado por Sétimo ainda estar adormecido. Aliás, ninguém queria despertá-lo, ele era considerado como o pior, uma praga, cruel inclusive para com  seus irmãos (irmãos em espécie). Lógico que o temiam, haviam no entregue ao demônio, e com este, Sétimo foi obrigado a passar 150 anos em servidão! Sétimo não saiu em desvantagem, enquanto todos ganharam um dom, Sétimo voltou a terra com vários, entre eles, andar a luz do sol. E se antes ele já era assustador, passou a ser temido por todos. Ainda mais que ele voltou com um visual mais despojado, um misto de morcego com humano, que dava aquela impressão de demônio alado, muito comum em gravuras que vemos por aí, esse corpo permitia-lhe voar, e assim conseguia antecipar-se e dar-se muito bem em qualquer perseguição.

Agora que Sétimo está de volta e cheio de vontade de montar um exército, temos uma história cheia de revelações e olha, em alguns momentos você não sabe de qual lado ficar, pois ambos os lados não são legais. E esse choque acaba sendo interessantíssimo, principalmente se associado a vida: muitas vezes vemos exatamente o que está errado, e basta apenas eliminar, mas, quando você percebe, é tarde demais e já é um deles. Aí entra seu dilema, morrer ou viver? É tão mais fácil lutar junto, mesmo sabendo que está errado, mas ao menos tem se a vida garantida. Lutar contra, hmmm, vai dar um trabalhão, e ainda tem os riscos. É… Sétimo deixa muita margem a reflexão. 🙂

“— Pai. Não temas, pai. Deste a mim o sangue que trouxe a vida. Vampiros são monstros… sim, mas são criaturas dotadas de justiça. A quem nos dá vida, a vida. A quem nos quer trazer a morte, a morte. Morro por ti se for preciso. Ajudo os que me ajudam, nas mais simples coisas — disse o garoto, pousando a mão fria no ombro do brasileiro.”

Olhando ele falar assim, parece tão bonzinho, tão fofo… a meiguice em pessoa!!!

Vou ser sincera: assim que terminei a leitura de Sétimo, fui pesquisar para ver se tinha alguma continuação. Não que precise. Repito: acabou, acabou, mas que vicia, ah vicia muito! E olha, tem continuação sim, e esses sim com título atrelado, é uma trilogia chamada O turno da Noite. É, Sétimo deixou legado. E tem também Os Vampiros do Rio D’Ouro, dois volumes, onde é a história de antes deles serem confinados na caixa de prata.

Acho covardia colocar uma avaliação aqui, mas minha nota (1-5)  é 5 com louvor!!

Autor: André Vianco
Editora: Novo Século
Número de páginas: 430
Ano de publicação:  2002

Ufa, beijinhos

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.

  • Gente, eu não consigo me encantar mais com vampiro. Muito overdose do tema nos últimos tempos. Beijocas