Literatura

A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan

E segue mais uma leitura para o Desafio Literário do mês de setembro, cujo tema foi Mitologia, e resolvi encarar o batido Rick Riordan. Sim, eu pulei a série de mitologia grega, pois não sei se conseguiria digerir, e resolvi partir para a mitologia egípcia e, bem, gostei. É uma trilogia, chamada A crônica dos Kane, e o terceiro livro saiu recentemente no Brasil. Apesar de meio infantil, eu gostei da forma como a história é contada, através da visão dos dois protagonistas. Segundo conta, a história chegou ao autor por forma de fitas, gravadas alternadamente pelos irmãos, e, ao ouvi-las, decidiu-se por publicá-las na integra, inclusive a rixa entre irmãos, o que torna o texto divertido.

O roteiro de sucesso repete-se: crianças, sem os pais, descobrem que tem poderes, quase todos querem matá-los, não podem confiar em ninguém. Ah, claro, aprendem tudo muito rápido, pois são os escolhidos. Putz, acabei com o livro em três linhas, mas, relaxa, é divertido seguir esses roteiros de sucesso, e os mitos intercalados no meio realmente existem, ou seja, é uma forma rápida, divertida e sem compromissos de aprender um pouco sobre mitologia egípcia. Sem mágoas, vale a pena a leitura, e as 500 páginas (quase), passam sem serem percebidas, e eu adoro esse tipo de leitura. Acho que já vou começar a separar os livros para ler em conjunto com o filhote daqui uns aninhos. Esse vai pra lista, tranquilamente.

Bem, como não podia deixar de acontecer, estou a busca de uma brecha nas próximas leituras para seguir com a trilogia, ainda mais agora que saiu o terceiro.  Eu curti.

“É uma história! – Carter protestou. – Enfim, o calendário egípcio tinha trezentos e sessenta dias por ano, como são trezentos e e sessenta os graus em um círculo. Nut criou cinco dias e os acrescentou ao final do ano, dias que não faziam parte do calendário regular.”

“Sei que Londres tem restaurantes mexicanos. Temos quase tudo lá. Mas eu nunca tinha estado em um, e duvido que servissem tortillas tão maravilhosas quanto aquelas. Uma mulher gorda de vestido branco fazia bolas de massa com as mãos cobertas de farinha, depois as achatava no formato de discos, fritava em uma frigideira quente e as entregava aos clientes em guardanapos de papel. Não precisavam de manteiga, de geleia, de nada. Eram tão delicadas que derretiam na boca. Fiz Amós comprar pelo menos uma dúzia, só pra mim.”

Nota 5 (1 – 5) .

Autor: Rick Riordan
Título: A Pirâmide Vermelha
Número de páginas: 455
Ano de publicação: 2010

Beijinhos

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.