Literatura

Poemas, de Fernando Pessoa

Poesia, de Fernando Pessoa

 

Custou, mas consegui ler o Desafio Literário de Dezembro no tempo certo, porém, quem disse que consegui escrever? É, pois é, sou bem chata para poesia, e de todos que separei, consegui ler apenas esse, de Fernando Pessoa, que, por ser domínio público, está disponível na livraria Saraiva, em versão pdf, fato que ajudou que eu sempre estivesse com ele à mão. Se gostei? Ahhhhh, não sei não… não pretendo reler, e isso responde muito já.

Um cérebro a sonhar é o mesmo que pensa
E os sonhos não podem ser incoerentes por que não passam de pensamentos
Como outros quaisquer. Se vejo alguém olhando-me
Começo sem querer a pensar como toda a gente
E é tão doloroso isso como se me marcassem a alma a ferro em brasa
Mas como posso eu saber se é doloroso marcar a alma a ferro em brasa
Se um ferro em brasa é uma ideia que eu não compreendo

Não digas mal de ninguém
Que é de ti que dizes mal.
Quando dizes mal de alguém
Tudo no mundo é igual.

A vida é um hospital
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém te cura
E morrer é que é alta.

Saudades, só portugueses
Conseguem senti-las bem.
Porque tem essa palavra
Para dizer que as tem.

Nota 3 (1 -5).

Autor: Fernando Pessoa
Título: Poemas
Número de páginas: 40

Beijinhos

Criatura da área de exatas que ama ler e estudar além de esconder-se na bolha. Típico né? Apenas buscando um lugar discreto e elegante ao sol. Programadora web, leitora compulsiva, ama o belo e exótico, apreciadora de uma boa música.